
“Eu amo estar em Kona. O som do oceano, os cardumes de golfinhos, os peixes dançando por baixo das ondas, as flores, a lava, o café, os drinks Mai Tais. Correndo pela Al’ii Drive e pedalando pela famosa estrada Queen K, eu tenho dificuldade em não exibir um sorriso no rosto.” Quem me dera fossem minhas as palavras da campeã mundial de Ironman, Chrissie Wellington.
Faltam apenas 22 dias para o Ultraman. A fase de treinos mais duros já ficou para trás. Com a chamada fase de polimento, de diminuição do volume e intensidade dos treinos, vem certo friozinho na barriga.
O que tinha que treinar, eu já treinei. Não adianta fazer mais um longão, não adianta fazer mais um treino de ciclismo de seis horas.
Nessas horas, entendo a iniciativa do atleta Carlos A. Paiva L. Conceição no Ultraman 2008. Ele chegou à Kona 60 dias antes da prova e ficou por lá se aclimatando e treinando.
É que faltando tão pouco para “os três dias do tudo ou nada”, é muito difícil não ter a sensação de que o corpo está no Brasil, mas a cabeça já está em Kailua-Kona.
O caminho até aqui foi disparado o mais difícil que já trilhei. Aliás, eu lembro bem que o limiar “coisa mais difícil que já fiz” foi cruzado em meados de outubro. Foi a época em que os treinos culminaram no meu longão de 60 km de corrida.
Os treinos foram difíceis, é verdade. Em especial aqui em Curitiba, onde enfrentamos o inverno mais chuvoso dos últimos 60 anos, seguido da primavera, conhecida por ser uma “época típica de muitas chuvas”. Um treino de ciclismo na bicicleta ergométrica que teve seis horas de duração desafiou minha sanidade. A única vantagem é que perto dos treinos de ciclismo, os treinos de corrida em esteira de 25 km passaram a parecer curtos.
Além disso, a falta de tempo que me acompanhou nesse ano todo tornou constante a necessidade de planejar as mais cotidianas atividades e os momentos de lazer. Como o dia não tem 28 ou 30 horas, sempre tive que sacrificar meu lazer ou minhas poucas horas programadas de sono quando quis espremer alguma atividade extra na minha combalida agenda (se bem que treinar é lazer!). Mas todas as vezes em que comecei a exagerar e descuidar de minhas horas de sono, senti o puxão de orelha da saúde (tive algumas gripes, sinusites e viroses).
A palestra, feita recentemente, marcou a linha divisória entre a fase de planejamento e preparação e a fase de execução. Todos os 346 ingressos foram vendidos. Apesar de meu senso de autocrítica ter conseguido identificar alguns pontos em que podemos melhorar, percebi que a repercussão foi muito positiva.
Fiquei muito tocado ao receber após a palestra, as mensagens de pessoas que se identificaram, emocionaram-se ou sentiram-se motivadas pelo que apresentamos. Foram várias mensagens de força, algumas resoluções de fazer o IronMan feitas ainda no decorrer da palestra e muitas pessoas sedentárias empolgadas com o novo significado que perceberam haver no esporte. Mas para mim, o mais importante, é o como as pessoas parecem ter percebido como precisam acreditar em seus sonhos.

Agora tenho pela frente apenas 13 dias antes de embarcar para a Disney World dos triathletas: Kailua-Kona, Hawaii. Nos dias que

antecedem a prova, apenas algumas corridinhas leves de 10 km, umas voltinhas de bicicleta de 45km e uns breves treinos de natação de 3km.
Mas o momento que mais imagino é quando sair do aeroporto de Kailua-Kona em meu carro alugado em direção à cidade. Vou percorrer alguns quilômetros e parar na beira da estrada. É que vou precisar extravasar alguns gritos quando estiver diante dos famosos campos de lava da Queen K. Estar lá é um sonho cada vez mais próximo.
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Falta pouco para estas “Férias” no Hawaii … Tem lugar para mais um ?
Mário/Almir, vcs dois principalmente (e as pessoas que orbitaram em torno desta sua empreitada – pais, irmãos, esposas, namoradas, filhas, sobrinhos/as …) devem estar muito tranquilos de sua capacidade de brilhar no Ultra, pois são poucos (35 por ano em 6 bilhões) que conseguem a dedicação, a conduta para este desafio.
A sua apresentação foi bem esclarecedora e certamente foi incentivo e aprendizado para os participantes.
Gostei bastante daquele sujeito de braço erguido na última foto do post … muito simpático … e parece um triatleta.
Grande Mário – Ultraman…
Esta chegando a hora e tenho certeza que vc fará bonito lá no Hawai e estará nos representando muito.
Estaremos torcendo por você.
Um força positiva dos seus amigos Curitibanos irá acomphar você em todo o trajeto do Ultraman.
Boa Sorte!!! e um grande abraço.